Meu marido imprestável vivia na rua, pelos botecos enchendo a cara e voltava pra casa só de madrugada com os olhos vermelhos, tropeçando, trombando nas paredes e sempre dizendo que o pneu da moto havia furado.

Além disso ele me tratava igual uma bosta, nunca me deu carinho ou atenção. É um filho da puta egoísta bêbado vagabundo cara de pau.

Uma vez quando ele chegou às 5h da manhã em casa, fedendo a pinga e todo mijado, eu perguntei porque ele fazia isso comigo.

Ele respondeu que era porque ele tinha 35 anos e eu não tinha lhe dado um filho.

Eu prontamente respondi que era um bêbado, só fazia merda na vida, não cuidava nem de mim, não dava comida nem para o cachorro, quanto tinha. Como ele ainda pensava em ser pai???

Eu também disse que era um bem para a humanidade o que eu fazia de não ter um filho com ele. Pois se ele não sabe cuidar da mulher, larga ela sozinha de madrugada pra ficar bebendo, que tipo de criação ele daria para esse filho? Na verdade com certeza EU teria que criar a merda sozinha.

Ele resmungou dizendo que com um filho seria diferente. Que ele iria melhorar, fazer tudo certo, parar de beber, voltar cedo pra casa, mijar dentro do vaso, jogar lixo no lixo, parar de usar minhas calcinhas, cuidar de mim e da criança. Ou pelo menos pintar a casa…

Eu pensei bem. Talvez essa “rebeldia” toda fosse realmente por eu não lhe dar um filho. Talvez ele mudaria, teria mais responsabilidade e as coisas ficariam melhores.

Resolvi ceder e respondi a ele que a gente teria um filho, mas que pra isso acontecer ele teria que trepar comigo, coisa que ele não fazia há mais de um ano. Não sei como ele queria que eu engravidasse…

Depois de umas trepadas muito mal feitas, com ele parado e só eu fazendo alguma coisa e depois que ele terminava, me empurrava pro lado e ia dormir… consegui engravidar do infeliz.

Passaram os 9 meses, tivemos um filho. Um filho homem, do jeito que ele queria. Quando ele segurou o bebê em seus braços eu senti que as coisas iriam mudar.

Ele brincava, se dizia orgulhoso, até trocou fraldas algumas vezes. Mas depois de 1 mês que o bebê nasceu, ele começou a dar menos atenção e então já nem olhava mais pra criança. Começou a se irritar com o choro e começou a não parar mais em casa novamente.

Na terceira vez que ele voltou bêbado de madrugada e eu tive que cuidar da criança com febre chorando se cagando e vomitando, eu tive uma conversa séria com ele.

Eu disse que ele havia prometido que seria diferente, que seria mais responsável, mas que nada mudou e ele continuou a fazer porcaria e me deixou várias noites sozinha com a criança!

Ele disse apenas que havia enjoado, achou que seria mais legal ter filho, mas que se enganou.

Xinguei ele, mas ele nem ouviu.
Se jogou no sofá, me mandou tomar no cu, disse que mais tarde ele cuidaria de tudo e caiu no sono babando de bêbado.

Também fui dormir, a febre do bebê tinha baixado e eu tava morrendo de sono por ficar acordada a noite inteira praguejando pra esse bêbado maldito capotar com a moto numa curva e morrer estraçalhado. Mas nunca morria! O infeliz chegava caindo de bêbado mas nunca sequer ralou o joelho.
Adormeci pensando nisso.

Quando acordei, eram 9h da manhã e não havia sinal da criança. Meu marido havia enfiado ela num saco, saiu cedo de moto e a jogou na frente de alguma casa.

O desgraçado se livrou do nosso filho como havia se livrado do cachorro.

Mas ele mudou muito agora. Passou a comprar cerveja pra beber em casa. Nós enchemos o rabo de álcool, discutimos, dançamos, saímos na porrada e adormecemos no chão da sala. Mas pelo menos isso acontece dentro do aconchego do nosso sagrado lar…

»

  1. Paula Ferrari disse:

    kkkkkkkkkk o povo viaja legal!!!!!!

  2. eu disse:

    seu marido é um doente, e voce é mais ainda de está com ele.

    SUA LOUCA

  3. […] alguns eventos trágicos da minha vida com meu marido vagabundo e bêbado. Já contei de quando ele quis ter um filho mesmo sendo um irresponsável e não parando em casa. De quando eu tentei fazer uma festa de […]

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