Minha mãe sempre foi devota de Nossa Senhora Aparecida. Aquela santa que acharam num rio.

Mamãe vive agarrada com a santa. Leva uma imagem pequena da Aparecida pra onde ela vai, até no banheiro. É coisa incrível a devoção dela.

Ela diz que Nossa Senhora a protege. Mas era para ela adorar à santa e não à imagenzinha que ela leva pra todo canto.

Já falei a ela que isso é errado. Que ela tá dando brecha para os crentes desgraçados falar merda pra ela, chamar ela de idólatra. Mas ela não larga da imagem nem pra dormir!

Sério mesmo, ela dorme segurando a santa.

Aí uma noite dessas, acho que ela estava sonhando com um sanduíche de mortadela e acabou engolindo a santa!

Ela poderia ter morrido engasgada, mas a santa desceu legal.
Minha mãe ficou inconsolável nesse tempo. Chorava o dia inteiro pela besteira que havia feito.

Mas no terceiro dia a santa ressuscitou. Minha mãe estava no banheiro quando eu ouvi seu grito de espanto.

Corremos todos pra lá achando que ela havia cagado na parede de novo. Mas era a santa. Ela havia voltado!

A pequena e valente imagem de Nossa Senhora Aparecida estava boiando no vaso ao lado da merda da minha mãe. E a santa estava incólume. Não havia sido desgastada pelos ácidos digestivos e nem estava suja de bosta. Estava limpinha e parecia olhar para nós.

Rezamos uma Ave Maria, de mãos dadas, ao redor do vaso. E desde então eu acredito em milagres e me tornei devota de Nossa Senhora Aparecida.

Luíza da Silva Lopes

Uma resposta »

  1. Anônimo disse:

    idiota!

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