Eu estava bebendo no boteco e jogando bilhar com uns chegados quando entrou o Rodolfo, meu amigo desde o primário. Agora ele já é casado, tem 2 filhos e o invejo por isso, pois sou um vagabundo bêbado que passa as tardes jogando bilhar com outros bêbados fracassados que nem eu.

Eu não o via desde o casamento dele. Fui lá cumprimentá-lo, ele me pagou uma rodada de Brahma, conversamos sobre os vandalismos que a gente fazia,  as putinhas vadias dos tempos de escola que a gente quis comer, essas coisas. Aí ele teve que ir embora porque a família dele estava esperando. Lógico, agora ele era um pai de família. Sortudo.

Foi só ele sair que os meus chegados começaram a comentar que o Rodolfo era um coitado, pois a mulher dele estava vendendo a marmita pra fora.
Eu não acreditei, mas um deles até comeu ela, nos mostrou fotos dela chupando o pau dele no celular e outras coisas. Disse que ela é das boas, faz de tudo:  anal, vaginal, oral, até de ponta cabeça e tudo sem camisinha. E só cobra 50 reais a foda!

Fiquei até de pau duro ouvindo essas coisas. Mas puta que pariu, pensei. O coitado do Rodolfo precisava saber disso. Porém, eu tinha que ter provas, nem ia adiantar se eu só contasse pra ele. Era capaz de ele nem acreditar em mim, um bêbado perdido na vida.

Passou um mês e eu já tinha até esquecido disso. Era noite, eu tava indo para o bar quando vi uma vadia de minissaia numa esquina. Observei melhor e vi que era a mulher do meu amigo.
Fiquei meio escondido e vi quando parou um carro, ela se aproximou, mostrou as tetas, o cara abriu a porta e ela entrou no carro. Não é que ela era puta mesmo!?

 Agora sim eu ia mostrar pro Rodolfo! É uma coisa horrível ele ser enganado assim, eu não podia deixar isso continuar.

No dia seguinte no mesmo horário que vi a esposa puta parei na frente da casa do Rodolfo e buzinei. Ele saiu, me reconheceu e mandou eu entrar. Nem saí do carro, fui logo direto ao assunto:
– Rodolfo, cadê sua esposa?
– Ela… foi no culto da igreja dela. – respondeu ele.
– Culto? 10 horas da noite?
– É, ela participa de umas reuniões lá, eu não sei direito.
 – Rodolfo, eu preciso te mostrar uma coisa. Entra aí no carro.

Ele entrou e eu o levei até perto da esquina onde a mulher dele estava rodando bolsinha. E lá estava ela. Parei o carro, mostrei ela pra ele.
– Tá vendo? Olha lá onde tá sua mulher, cara. Sinto muito.

Ele só respondeu:
– Nossa… – e tentou fazer cara de surpreso.

Mas esse nossa foi meio esquisito.  Eu acho que ele já sabia disso. Puta que pariu, eu sentia tanta inveja do meu amigo.
Mas não sei. Talvez ele tenha virado gigolô da esposa e recebe uma parte dos lucros, não dá pra entender.
Ou ele é um corno manso mesmo.

O pior disso tudo é que eu tô querendo comer essa puta. Os caras do bar todos já comeram e falam que ela é de primeira, que a chupeta dela é sensacional e que ela faz um espanhola caprichada. Tô morrendo de vontade de experimentar, mas ela me conhece, tenho medo dela contar pro Rodolfo.  Será que ele liga?

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