Hoje cedo saí pra tirar um dinheiro e comprar pão.
Eram 6:15 da manhã. Eu nunca havia saído tão cedo na rua num sábado.
Passei de carro pelas ruas do centro e fiquei maravilhado. Todas as vagas de estacionamento livres e o mais delicioso nisso tudo: nenhuma pessoa além de mim!

Parei o carro onde eu bem quis, tirei o dinheiro, olhei pra fora, nenhuma alma viva ainda. Comecei a gritar e rir que nem um bocó. Rasguei todos os cartazes de agiota e de promoção que eu vi. Coçar e tirar moco do nariz no meio da rua é muito bom!
Parei, mijei na porta de uma loja qualquer e fui pro carro. 

Tava me sentindo aquele negão lá do “Eu sou a Lenda”. Ao invés de contornar o quarteirão resolvi atravessar a avenida na contramão mesmo, é uma sensação muito boa. 
Comecei a correr que nem louco quando avistei uma bicha. Ele andava rebolando esquisito segurando um saco de pão e uma revista, talvez Guia Astral.

Como ainda não tinha ninguém nas ruas, eu comecei a acelerar na direção dele. Liguei o farol alto pra assustar mais. A bicha olhou pra trás, abriu a boca e começou a correr desengonçada.

Ao invés de desviar no último segundo, não resisti e subi com o carro na calçada, acertei o viado nas costas e fiz ele voar longe! Ele bateu de cara num poste, rodopiou e caiu durinho no chão.
Passei buzinando do lado dele. hehe
Os pães se espalharam todos pela rua, então eu tive mesmo que ir pra padaria.

Obs: Eu não sou preconceituoso, ele era a única pessoa que tinha na rua, ok?

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